Símbolos do Advento e do Natal

Mariana (MG), 30/11/2005 - 17:01


Advento significa vinda, chegada. Trata-se, na Liturgia católica, da primeira divisão do ano litúrgico, período das quatro semanas antes do Natal, tempo fixado para a preparação espiritual condigna desta festa. Muitos, por vezes, ignoram o sentido da Coroa do Advento. Esta coroa é preparada com ramos de cipreste, de pinheiro ou de outra árvore ornamental e quatro velas que vão sendo acesas a cada domingo. A coroa tem forma circular e o verde dos ramos lembra a esperança cristã, alimentada com a proximidade do Natal. O círculo não tem princípio, nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno e também da nossa ininterrupta dileção ao Criador e ao próximo. No primeiro domingo deste tempo litúrgico, acende-se a primeira vela, que simboliza o perdão a Adão e Eva. No segundo domingo, a segunda vela acesa representa a fé dos patriarcas, os quais creram no dom da terra prometida. A terceira vela simboliza a alegria do rei David, que celebrou a aliança e sua continuidade. A última vela acesa no último domingo, ou seja, o que antecede o Natal, representa o ensinamento dos profetas que anunciaram um reino de paz e de justiça. Durante o advento prevalece a cor roxa, símbolo da conversão que é fruto da revisão de vida, ou seja, a metanóia.
Nas casas são colocados os Presépios e coube a São Francisco de Assis difundir este piedoso costume. Assim se dirigiu o anjo aos pastores: "Achareis um recém nascido, envolto em faixas e posto numa manjedoura" (Lc 2.12). Como os magos afirmaram : "Vimos sua estrela no Oriente" (Mt 2,2), a estrela natalina no presépio lembra este fato. Ostenta quatro pontas indicando as direções da terra: norte, sul, leste e oeste, dado que a Jesus devem acorrer todos os povos. À medida que os dias vão passando, após o Natal, os três Reis Magos que, segundo a tradição, foram Baltazar, Gaspar e Melquior, vão se aproximando da manjedoura em torno da qual estão Maria e José, pastores e animais.
Costuma-se também enfeitar a Árvore de Natal, símbolo da primavera espiritual, iniciada com o nascimento do Redentor. As luzes significam que Jesus é sol de justiça. Os enfeites colocados nesta Árvore representam as boas ações que os cristãos devem praticar.
No Natal, veio para os homens o maior presente de todos os tempos: o Filho de Deus. Assim como o Pai nos presenteou com este dom extraordinário, os cristãos, outrossim, também desejam imitar o Ser Supremo presenteando parentes e amigos nos quais contemplam o próprio Jesus. Eis por que se deve também ajudar sobretudo no Natal, aos mais necessitados.
A alegria do Natal é também expressa na Ceia natalina que reúne a família. Com os ausentes se trocam cartões com votos de bênçãos do Deus-Menino, muitas vezes ostentando tais mensagens sinos que revelam o júbilo pelo fato do Verbo Eterno se fazer homem e estar entre nós. Seu nascimento deve ser saudado alegremente e anunciado por toda parte.
No Natal aparece também o galo que é símbolo da vigilância. É relacionado com Cristo que, no meio da noite do pecado, desperta para a verdadeira vida. Nas fazendas e sítios o galo canta de madrugada e como, conforme a tradição, Jesus nasceu à meia noite, daí surgiu também a chamada Missa do Galo, celebrada normalmente neste horário nos lugares nos quais não há perigo de violência.
Tudo isto mostra como a celebração do Advento e do Natal revive um dos períodos mais ricos do ano para o crescimento espiritual e união de todos com Cristo, procurando, cada um captar ao máximo estas mensagens salvíficas transmitidas por símbolos tão expressivos.


Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Fonte: catolicanet.com.br

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