Células-tronco

A Câmara dos Deputados autoriza as pesquizas com células-tronco. Conheça a Posição da Igreja Católica:

Assessor do Papa em assuntos de bioética, Vice-Presidente da Pontifícia Academia para a Vida e professor de bioética no Hospital Escola Agostinho Gemelli, de Roma, o Arcebispo dom Elio Sgreccia, ministrou curso de bioética ao clero arquidiocesano de São Paulo nos dias 9 a 12 de agosto de 2004.

No dia 6 de agosto, dom Elio Sgreccia concedeu entrevista exclusiva à Rádio 9 de Julho Católica e ao Jornal O SÃO PAULO, de São Paulo. Confira aa parte da intrevista em que dom Sgrecci fala sobre as Células Tronco..

(...) E quanto às células tronco, dom Sgreccia?
Como eu falei no início desta entrevista as células tronco são células especiais que se conservam no indivíduo também na idade adulta. São células indiferenciadas que ainda não são destinadas a um tecido do corpo humano mas podem ajudar um músculo ou órgão quando necessário. Encontram-se em todas as partes do nosso corpo porque mesmo antes de serem descobertas pelos cientistas faziam o seu trabalho de restauração dos órgãos e dos músculos. Agora que foram descobertas, podem ser tiradas do corpo. Elas se encontram em grande abundância no sangue e em imensa quantidade no cordão umbilical. Podem ser conservadas, multiplicadas e, quando necessário, introduzidas num corpo muito doente. Pode ser um coração infartado, um rim doente, um olho e, nós hoje sabemos através de experiências feitas em laboratório nos animais e muitas vezes no homem que levam a esperar muita coisa boa. Isto é bom. E nos sentimos felizes que os governos financiem estas pesquisas.

E o lado negativo da questão?
Veja, há um grupo de pesquisadores, especialmente da Inglaterra, Alemanha e França que constituíram sociedades comerciais e querem tomar estas células tronco nos embriões e fazer grandes negócios com elas, estabelecendo acordo com os que criam embriões em proveta e que têm em grande quantidade para oferecer. Aqui aparecem duas dificuldades. A primeira é que se trata de comercializar seres humanos, de criá-los antes para depois destruí-los para terem as células tronco. A segunda conseqüência que todos precisam conhecer, é que há sinais muito concretos que estas células tronco quando tiradas dos embriões não produzem o efeito que delas se espera, não produzem o mesmo efeito quando tomadas do ser adulto. Porque estas células são muito ativas. Elas têm como finalidade construir o organismo todo. Quando transferidas para um organismo doente, em vez de curar este organismo, causam tumores, porque a finalidade é organismo todo e não uma parte. (...)

Trecho da entrevista com dom Sgreccia, confira na intrega em clique aqui.

Fonte: CNBB

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