Eucaristia: presença de Jesus Cristo entre nós

 

 

 

 

 

Aconteceu há muitos séculos. Num convento, na cidade de Lanciano (Itália), um monge refletia sobre a presença de Jesus Cristo na Eucaristia. No seu interior travava-se uma batalha entre fé e incredulidade. Sinceramente, ele não conseguia crer que o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e sangue de Cristo, mantendo a aparência de pão e vinho. Essa dúvida o dilacerava interiormente. Numa manhã, enquanto celebrava a Santa Missa, pensava seriamente nesta dúvida. Logo depois da consagração (o momento em que o sacerdote diz 'Isto é o meu corpo que é dado por vós... ') ele viu que a hóstia mudou sua aparência, trasformando-se em um pedaço de carne e o vinho em sangue. Deus mesmo tinha vindo ao encontro de sua dúvida de fé e transformara também a aparência da hóstia e do vinho. A história do milagre eucarístico se propagou pela região. A hóstia e o vinho, transformados em carne e sangue, foram colocados em relicários e expostos à adoração. Lanciano se tornou um grande santuário, visitado ainda hoje por milhares de peregrinos que vêm em busca de forças e luz para crerem no milagre da Eucaristia.
Jesus mesmo afirmou: "Eu estarei convosco até o fim dos tempos." (Mt, 28, 20) Onde está Ele presente? Na sua Igreja, na celebração da Santa Missa, nos sacramentos, na sua Palavra, quando a Igreja reza e canta. Ele prometeu: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles." (Mt, 18, 20) Está no meio de nós, não apenas espiritualmente, mas com seu corpo, sangue, alma e divindade, oculto sob as espécies do pão e do vinho, na Eucaristia. Não se trata de um símbolo - como no caso de uma fotografia - mas da presença real de Jesus Cristo, d'Aquele que nasceu, morreu, sofreu e ressuscitou por cada um de nós.
A Igreja presta culto à presença real de Cristo na Eucaristia dentro e fora da Santa Missa. O culto prestado fora da Santa Missa, é de um valor inestimável e está intimamente ligado com a celebração do sacrifício eucarístico. É a adoração eucarística, a adoração de Cristo, realmente presente no sinal do pão eucarístico.
Pela sua vida, morte na cruz e ressurreição, Jesus rendeu perfeita adoração a Deus Pai e, até hoje, continua silenciosamente esta adoração pela sua presença no tabernáculo (sacrário) em nome de toda a humanidade. Através da adoração eucarística, em Jesus, por ele e com ele, podemos prestar adoração ao Pai em nome de todos os homens.
Adoremos a Jesus sacramentado
Estamos vivendo um ano de graças:O Ano da Eucaristia. O mês de junho é também especialmente dedicado à devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Em muitas paróquias e comunidades são organizadas horas de adoração ao Santíssimo Sacramento. Nós perguntamos: quais atitudes devemos cultivar na adoração ao Santíssimo?
Respeito: Ao entrarmos na Igreja e fazermos o sinal da cruz com água benta, recordamos o nosso Batismo que
nos fez filhos de Deus. Ao aproar-me do tabernáculo, dobro meu joelho até o chão em sinal de reverência e adoração (este gesto se chama 'genuflexão').
Silêncio: Sentimos que do tabernáculo (sacrário) se irradia uma atmosfera sagrada, por isso é importante
guardar silêncio. Se precisamos falar dentro da Igreja, o fazemos em baixa, dizendo só o necessário.
Contemplação: às vezes estamos tão cheios de impressões, de problemas, de preocupações, mas não conseguimos expressar em palavras o que se passa dentro do nosso coração. Em tais horas de dor e angústia, faz bem silenciar e deixar que Jesus olhe o fundo da nossa alma.
Expiação: tantas pessoas - também muitos cristãos - não crêem, nem se recordam da presença de Jesus Cristo nos sacrários. Por isso, os momentos que passamos diante de Jesus no Santíssimo Sacramento do Altar, podem servir também para fazer expiação pelos nossos pecados e pelos pecados de toda a humanidade.
Adorar é curvar-se amorosamente diante da grandeza de Deus. Essa foi a constante atitude da Mãe de Deus. Peçamos que Ela nos ensine esta sua atitude. Então, esse Ano da Eucaristia será um momento de graças para todos nós. (Do Dia da Aliança – Movimento Mão Rainha – junho).
Face às expressões que temos e ouvimos por ai, transcrevemos este pensamento, para reafirmar, que Eucaristia não é símbolo de nada. É a presença real de Cristo na hóstia e vinho consagrados. Quem disse isto é o próprio Jesus, por isso a Ele não podemos corrigir.
Dom Ceslau Stanula CSsR
Bispo de Itabuna.

Fonte: http://www.diocese.pdw.com.br

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