Eucaristia, fonte da moral cristã

Segue uma síntese do “Instrumento de Trabalho” da 11ª Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que será realizada de 2 a 23 de outubro, no Vaticano, com o tema é “A Eucaristia: fonte e ápice da vida e da missão da Igreja”.

O “Instrumento de Trabalho”, redigido de acordo com as respostas às linhas e ao questionário enviado pela Secretaria do Sínodo dos Bispos às Conferências Episcopais, as Igrejas Orientais Católicas, aos dicastérios da Cúria Roma e à União de Superiores Gerais, consta de um prefácio, introdução, quatro partes, divididas cada uma em dois capítulos, e uma conclusão.

“Verificar, à luz do terceiro milênio do cristianismo, como o rico patrimônio da fé eucarística se aplica à realidade da Igreja Católica (...) é uma questão de sensibilidade pastoral, de responsabilidade episcopal e de visão profética”, diz o prefácio do documento. Além disso, observa-se que o documento “é centrado principalmente nos aspectos positivos da celebração eucarística, que reúne os fiéis e faz deles uma comunidade”.

A primeira parte, “Eucaristia e o mundo atual”, analisa o contexto histórico em que se realizará o Sínodo, “um período caracterizado por fortes contrastes na família humana”. Referindo-se ao problema da fome, assinala que esse tema “não pode permanecer ausente na reflexão dos padres sinodais, os quais com todos os cristãos, várias vezes ao dia, suplicam ao Senhor: ‘o pão nosso de cada dia dai-nos hoje”.

Também é analisada a situação das Igrejas particulares em diversos aspectos relacionados à Eucaristia, constatando, entre outras coisas, que a participação na missa dominical é “mais alta nas nações africanas e asiáticas” e escassa “na maior parte dos países europeus, americanos e em alguns da Oceania”.

A segunda parte, “Fé da Igreja no mistério da Eucaristia”, aborda a percepção do mistério eucarístico entre os fiéis e as diversidades segundo o contexto cultural. “Nos países onde reina um clima geral de paz e de prosperidade, em grande parte ocidentais, o mistério eucarístico é considerado por muitos como um modo de cumprir o preceito festivo e é vivido como um convívio fraterno. Por outro lado, os países torturados pelas guerras (...) há uma compreensão mais profunda do mistério eucarístico em sua totalidade, quer dizer, também na dimensão de sacrifício”.

Também são descritas algumas realidades negativas que atentam contra o sentido do sagrado (descuido com o uso de ornamentos religiosos, vestimentas pouco adequadas, escassa qualidade artística dos edifícios sagrados, música e cantos inadequados), que são mais freqüentes na liturgia latina que na oriental, porém não devem “causar falsos alarmes porque estão circunscritas”.

“A Eucaristia na vida da Igreja” é a terceira parte e trata detalhadamente da celebração adequada da Santa Missa, desde os ritos de introdução aos de conclusão e o significado das normas litúrgicas entendidas como “guia até o mistério”.

Por último, “A Eucaristia na missão da Igreja” afirma que esse sacramento é “fonte da moral cristã” e recorda que “sempre reforça as opções e os comportamentos éticos e morais dos crentes”. Nesse contexto, o documento aborda os laços da Eucarística com a paz, a unidade e o ecumenismo e as questões de inculturação e da intercomunhão.

Fonte: cnbb.org.br

voltar